
Eu estava no supermercado Extra que era ao mesmo tempo o Salvador shopping. Eu raramente fazia algum movimento, eu apenas ficava ali – acredito que com certeza essa era o motivo óbvio – para poder ver a Amy Winehouse à passar ante o supermercado – lembrando que olhava através de um portão com pequenos furos (que cabia o formato do olho confortávelmente), o que não é o verdadeiro portão -. Engraçado que todas as vezes ela conseguia me ver, pois eu olhava escondido, não queria que ela pudesse me ver, mas percebia que ela era capaz de me enxergar, porque o olhar era bem direcionado a mim e ela fazia uma expressão do tipo “ele me persegue, que idiota”, mais ou menos isso. Eu ficava preocupado porque temia que ela se irritasse com isso, o que seria normal, claro. Engraçado que ela fazia essa “aparição” sempre, era costume, mas eu não lembro de vê-la voltando, acredito que eu virava as costas para algo e não a via mais, porém, depois ela aparecia de novo, e tudo se repetia, e eu me deliciava, mais e mais com isso, poder ver a Amy Winehouse tão perto assim, no “cotidiano” é realmente – deve ser – uma experiência incrível. E cada vez que ela aparecia é como se fosse a primeira, era sempre a mesma sensação de novidade, a mesma sensação maravilhosa.
Mas em um certo momento eu saí da frente do Extra e fui para um andar de cima, que era a praça de alimentação do Salvador Shopping e encontrei um guri que conheço de vista, mas que é muito chato, ele estava à sacanear os amigos – da mesma faixa de idade – com uma brincadeira extremamente inconveniente, que era passar à mão no pênis dele e depois esfregar nos outros, mas como os amigos deles correram ele viu a mim e resolveu brincar comigo, eu como já não gostava dele fiquei irritado logo de início, então quando ela esfregou a mão dele em minha bermuda (branca), não houve outra reação, eu comecei a bater nele, no rosto dele, até que o “dono” do supermercado/shopping mandou com que dois guardas me prendessem, eu fiquei em um sufoco horrível, corri deles mas um deles conseguiu agarrar meu braço direito, mas eu pude me soltar e continuar à fugir. Eles me perseguiram por um caminho - que na realidade desconheço – e então começamos a conversar - eu tenso e na tentativa de distraí-los – eu caminhava com mais pressa e ia na frente, os dois iam atrás e nos conversávamos mais ou menos isso: Eu – Vocês não podem me prender, pois quando somos pequenos os maiores nos batem – Segurança Magro – É verdade, mas temos que cumprir ordens – Eu – É por isso que não conseguimos melhorar nada. LEIAM REVOLUÇÃO FRANCESA (gritei e corri para poder dispistá-los, mas a minha intenção era fazer com que eles lêssem Iluminismo). Lembro que o segurança magro fala para eu ler algo que explicaria tal acontecimento, mas não lembro o que era.
Felizmente eles conseguiram me alcansar – felizmente porque se não fosse por causa deles a Amy não teria aparecido – e abriram o portão – haviam-se dois portões: um ao lado esquerdo e um ao lado direito – do lado direito se abriu e o Segurança Gordo pôs a cabeça para olhar dentro do condomínio – um tanto estranho – que era em cor púrpura e completamente em madeira. Daí o portão direito se fecha – esse agora não aparenta ser feito em madeira, e sim em ferro, chumbo – e pasmei – um sonho estava se realizando naquele dado momento - a Amy saía e expressava um rosto confuso, porque agora os seguranças que antes vestiam o antigo “uniforme” para trabalhar aqui no condomínio (calça azul, colete azul e blusa azul claro), estavam agora vestidos como policias norte-americanos – acredito que era mesmo essa roupa –. Ela ficou de fato muito assustada – acredito que o que causou isso foi o problema dela com as drogas – e olhou pra mim – mantendo sempre aquela expressão confusa -, então eu fiz sinal de “não” com a mão direita e apontei para mim, então ela ficou mais relaxada. O engraçado que para poder entrar no condomínio, era necessário com que se pegasse um álbum da Amy – por incrível que pareça – que eram vários - o que não realidade não acontece – mas no sonho eu tinha uma quase noção de que alguns ali eram singles. Eu estava indeciso e então perguntei para a Amy qual que ela me Sugeriria - ela com o beehive, camisa sem mangas, short pequeno e descalça -. Ela aponta para um e faz um comentário comigo, mas eu não entendo nada. Lembro que ela falo algo com “with ice, ilce”, não lembro bem, talvez se eu lembrasse conseguiria entender. Então acabo por escolher o que ela apontou – lembrando que as capas estavam em um formato grande, não no formato orginal dos CD’s – e quando vejo é o “Back To Black”, mas o que me dizia ser esse o álbum era uma sensação que obtive, pois na capa não havia escrito o nome, eu via a Amy sentada em uma escada – se não me engano a capa do Single “rehab” é mais ou menos assim -. Após ter escolhido, a Amy volta para dentro do condomínio e como o álbum estava no canto inferior esquerdo da parede em madeira, eu pude escapar, os seguranças não me seguiram – eles que agora voltaram a vestir o “uniforme” antigo daqui do condomínio –. E então abri o portão esquerdo e brinquei com o fato deles não poderem me segurar mais.
Ao entrar fiquei alegre e esperançoso para ver a Amy de volta, - já que ela talvez tivesse que aparecer para entrar em sua casa –, o lugar era o condomínio e o fundo era semelhante a frente do prédio de um amigo meu.
Esperei, e a alegria foi se acabando, então percebi que ela não mais apareceria, entrei em casa e então acordei. Acordei alegre e triste ao mesmo tempo, foi tão bom ver a Amy pessoalmente, falar com ela, mas foi triste saber que isso não passou de um sonho.
P.S. A imagem que usei no início do texto ajuda a ilustrar como ela estava vestida, com a excessão do cabela, que no sonho estava com o Beehive, óbvio.
P.S.2 Peço desculpas por todo ou qualquer erro.
Ouvindo... “You Know I’m No Good” ao vivo em Londres (audio do DVD)